Muricy Ramalho

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Muricy Ramalho

Conteúdo

Introdução

Muricy Ramalho é um ex-jogador e atual treinador de futebol. Foi contratado pelo Flamengo em dezembro de 2015, logo após a reeleição do presidente Eduardo Bandeira de Mello.

Dados

Nome Completo: Muricy Ramalho
Nascimento: 30 de Novembro de 1955
Local: São Paulo - SP

Carreira

Muricy Ramalho, enquanto jogador, foi um meia direita que surgiu como grande promessa das categorias de base do São Paulo, onde chegou em 1965 para atuar no dente de leite. Formado no tricolor paulista, foi emprestado à Associação Pontagrossense de Desportos para a disputa do Campeonato Paranaense de 1973. O objetivo era dar experiência ao jovem meia antes dele estrear pelos profissionais do Morumbi. Na volta do empréstimo, a estreia se deu em 22 de agosto de 1973, um amistoso com o União Bandeirante, no Paraná. Ele tinha apenas 17 anos. Este foi o primeiro dos seus 176 jogos com a camisa do São Paulo. Marcou 26 gols. Conquistou o Campeonato Paulista de 1975 e o Campeonato Brasileiro de 1977. No segundo semestre de 1979, partiu para o futebol mexicano, onde jogou pelo Puebla, levantando o troféu da Liga Mexicana em 1983. Encerrou a carreira por lá mesmo, em 1985. Pela Seleção Brasileira, foi campeão do Campeonato Sul-Americano de Novos de 1974.

Ao pendurar as chuteiras, Muricy chegou até a ter uma farmácia, mas o seu destino mesmo era se envolver com o futebol novamente. A carreira de técnico teve seu início nas categorias de base do São Paulo, assumindo o time Mirim em 1992. Já em 1993, acumulou passagens por outros times da base tricolor, ganhou títulos e chegou ao posto de auxiliar-técnico de Telê Santana na temporada de 1994. Fez sua estreia como treinador contra o Santo André, pelo Campeonato Paulista, já que Telê resolveu estender suas férias (o tricolor acabara de conquistar o bicampeonato do Mundial Interclubes). Naquele mesmo ano, conduziu o time do Expressinho ao título da Copa Conmebol. Na equipe, destacavam-se os jovens Rogério Ceni, Denilson, Juninho Paulista, Caio e Catê. Assumiu o comando em 1996, quando o mestre Telê teve de se afastar do futebol após uma isquemia. Em agosto do mesmo ano, voltou ao posto de assistente com a contratação de Carlos Alberto Parreira. Reassumiu a chefia da comissão técnica em novembro e ficaria até abril de 1997, quando saiu para a chegada de Darío Pereyra, devido ao mau começo do time no estadual.

Seguiu por Guarani, Shanghai Shenhua - China, Ituano, Botafogo SP e Portuguesa Santista. Em maio de 2001, chegou ao Náutico, onde começaria a se destacar. Quebrou um jejum de onze anos sem títulos do Timbu, justamente no ano do centenário do clube. A conquista do Campeonato Pernambucano também tirou a chance do Sport conquistar um hexacampeonato. Ficou quatro meses no alvirrubro até se transferir para o rival Santa Cruz em setembro, que então disputava a primeira divisão do Campeonato Brasileiro. Ficou no clube até o fim da competição nacional, onde acabaria rebaixado. Ainda em dezembro, voltou ao Náutico para tentar o bicampeonato estadual na temporada seguinte, o que acabou conseguindo. Passou pelo Figueirense em 2002 e ganhou uma nova chance em um time grande: foi contratado pelo Internacional para o ano de 2003. Foi campeão gaúcho e fez boa campanha no primeiro Brasileirão da era dos pontos corridos.

Em 2004, foi treinar o São Caetano no Campeonato Paulista, conquistando um surpreendente título em final disputada contra o Paulista. Demitido no Brasileirão, retornou ao Internacional ainda no mesmo campeonato. Permanecendo na equipe, conquistou seu quinto estadual consecutivo, dessa vez o Gaúchão de 2005. No Campeonato Brasileiro, obteve o vice-campeonato em meio a polêmica anulação de onze partidas por suspeita de manipulação de resultados e ao erro do árbitro Márcio Rezende de Freitas que não deu um pênalti a favor do Inter contra o Corinthians, que acabou se tornando o campeão. Voltou ao São Paulo em 2006, onde se consagrou como um dos mais vitoriosos técnicos do futebol brasileiro. Nesta passagem, permaneceu no clube por três anos e meio (até junho de 2009) e foi tricampeão brasileiro em 2006/2007/2008. Mudou seu patamar na cotação dos treinadores nacionais a partir desse trabalho.

Em julho de 2009, acertou sua ida para o Palmeiras, revelando que este era seu clube de infância. Quase obteve um inédito tetracampeonato nacional, mas o alviverde acabou desperdiçando a oportunidade e caiu de produção nas rodadas finais. Naquele ano o Flamengo conquistava seu Hexa em uma campanha de recuperação, tendo na vitória de 2 x 0 sobre o time de Muricy um dos marcos daquela arrancada. O Palmeiras não obteve nem mesmo a vaga para a Libertadores da América e ele, mesmo com grande pressão, acabou resistindo até fevereiro de 2010, quando acabou demitido. Em abril, veio para a sua primeira passagem pelo Rio de Janeiro e fechou com o Fluminense. Iniciou bem o Campeonato Brasileiro e foi surpreendido com o chamado para assumir a Seleção Brasileira logo após a Copa do Mundo de 2010. Recusou o convite e abriu caminho para Mano Menezes. Concentrando seus esforços no tricolor carioca, obteve o seu quarto título na principal competição do país. Após divergências com a diretoria do clube das Laranjeiras, deixou o Fluminense reclamando muito da estrutura oferecida aos profissionais do futebol.

Decidido a descansar por um tempo, acabou sendo convencido pela diretoria do Santos a assumir o time de Ganso e Neymar em abril de 2011. O Santos disputava a Copa Libertadores da América e Muricy já era questionado pelas más campanhas no torneio continental até aquele momento. Obteve o título e o reconhecimento merecido. Porém, não escapou de levar um baile do Barcelona de Messi na final do Mundial de Clubes da FIFA: um histórico 4 x 0. Permaneceu no clube até maio de 2013, tendo conquistado também dois estaduais e a Recopa Sul-Americana de 2012. Cuidando de seus problemas de saúde, como as crises de diverticulite, voltou ao futebol em setembro para assumir mais uma vez o comando do São Paulo. Tirou o time dos últimos lugares da tabela no Brasileirão e começou uma reformulação no elenco. No entanto, não obteve títulos nessa passagem pelo Morumbi, marcada também por crises políticas. Deixou o tricolor em abril de 2015. Afastado para cuidar dos problemas de saúde, cogitou até a abandonar a carreira ou voltar somente com um cargo de gestor.

No entanto, em dezembro de 2015, foi convencido pelo presidente Eduardo Bandeira de Mello e pela diretoria a assumir o Flamengo para a temporada de 2016. Logo após a reeleição do presidente, foi confirmada a sua contratação.

Estatísticas

Ano Jogos Vitórias Empates Derrotas Aproveitamento
2016 0 0 0 0 0,0%
Total 0 0 0 0 0,0%

Títulos

São Paulo

Shanghai Shenhua

  • Copa da China: 1998

Náutico

Internacional

São Caetano

  • Campeonato Paulista: 2004

Fluminense

Santos

Prêmios

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