Flamengo 4x3 Fluminense - Taça Guanabara de 2004

De Flapédia
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História

Quase 60 mil pessoas estiveram no Maracanã para prestigiar um dos Fla x Flu's mais emocionantes de toda a história. Era um jogo normal, de fase de classificação da Taça Guanabara de 2004. Mas o Fla x Flu nunca é só mais um jogo. E este serviu para honrar como nunca as tradições do clássico que surgiu "40 anos antes do nada". Valorizou as camisas das duas equipes e fortaleceu mais ainda a mística deste confronto tão charmoso e importante no futebol brasileiro.

O Fluminense era franco favorito. Contava com o artilheiro Romário no ataque, e tinha ainda craques como o meia Ramón. Chamado de "Máquina Tricolor", lembrando a equipe dos anos 70, o Flu era considerado a grande potência do futebol do Rio de Janeiro naquele ano. Mas, a raça e a força da camisa do Flamengo valeram mais neste domingo emocionante.

E foi neste domingo, que valeria como uma festa pelo aniversário de Romário, três dias antes,o Baixinho brilhou. Mas, não foi seu time quem saiu com a vitória, e não foi ele quem saiu como grande nome da partida. Brilhou mais ainda a estrela de um jovem lateral-esquerdo. De um Guerreiro, como diz seu sobrenom. Brilhou a estrela de Roger, que viria a se tornar um carrasco do Fluminense naquele ano.

O jogo foi tenso. O Fla fez 1x0, e o Flu empatou ainda no primeiro tempo. No segundo tempo, os tricolores foram com tudo e abriram 3x1. Mas, não se pode relaxar em um Fla x Flu. O Rubro-Negro ressurgiu das cinzas como uma fênix, e foi aos poucos chegando junto. Diminuiu, empatou, e virou o placar. Os dois últimos gols foram de Roger, que entrava para a história do Flamengo e ficava imortalizado na mente de todos que assistiram àquela grande demonstração do que é um Fla x Flu.

O Jogo

O herói Roger bate no peito e comemora a virada

Foi um jogão. O melhor jogo do futebol carioca no ano de 2004. Quase 60 mil pessoas lotaram o Maracanã e assistiram a um clássico que não deixou nada a desejar em relação às partidas famosas nos contos do jornalista Nélson Rodrigues. Um clássico que demonstrou a força e a magia do Fla x Flu. Um clássico que, como na maioria dos confrontos entre as equipes, terminou em vitória Rubro-Negra. Suada, emocionante, na raça. Tudo como manda o figurino.

O início de jogo foi muito disputado. Durante a primeira etapa, as equipes se revezavam no ataque. Mas quem abriu o placar foi o Flamengo, e somente aos 41 minutos do primeiro tempo. Felipe, craque do Rubro-Negro naquela temporada, deu um belo passe, e o atacante Jean bateu bonito, de fora da área, colocando 1x0 para a equipe da Gávea no placar.

Mas o Fluminense não deixou barato. Logo em seguida, aos 43, foi a vez dos tricolores comemorarem. O meia Ramón fez bela jogada e deu passe para o artilheiro Romário, dentro da área, girar, e bater no canto do goleiro Júlio César, do Flamengo. Tudo igual no clássico mais charmoso do futebol brasileiro. Festa do Baixinho, que comemorava seus 38 anos em grande estilo. Festa dos torcedores do Flu, que foram para o intervalo com um gostinho de vitória.

E este gostinho se tornou mais real ainda na volta para o segundo tempo. Aos sete minutos da etapa final, o zagueiro rubro-negro Fabiano Eller derrubou o lateral-direito tricolor, Leonardo Moura, dentro da área. Pênalti marcado. Pênalti cobrado por Romário. Pênalti convertido. Era a virada tricolor. Dois a um para a equipe das Laranjeiras, que queria mais.

Aos 19', de novo ele, Romário. Mas dessa vez, o Baixinho não marcou. E sim, deu um passe, primoroso, para o zagueiro Rodolfo, que surgiu como elemento surpresa pelo lado esquerdo do ataque tricolor, e bateu na saída de Júlio César. Fluminense 3x1, e uma vitória com goleada ia se configurando a favor da equipe tricolor. No entanto, Fla x Flu é sempre Fla x Flu, e as emoções estavam só começando.

A torcida do Flu já cantava olé e fazia a festa no Maracanã. Os rubro-negros, no entanto, não se calaram. Mesmo atrás do placar, empurraram a equipe rumo ao ataque. E deu certo. Aos 24', Felipe recebeu passe na entrada da área e bateu colocado, rasteiro, no canto direito do goleiro tricolor Kléber. Era o segundo gol do Flamengo, que corria atrás do empate. E ele veio logo dois minutos depois. Foi quando brilhou a estrela de Roger.

O lateral apareceu dentro da área, e recebeu ótimo cruzamento da ponta direita. Sozinho, o jogador acertou uma bela cabeçada no canto esquerdo de Kléber. Na raça, Flamengo 3x3 Fluminense. Um resultado que veio na combinação entre talento e superação. A camisa Rubro-Negra, mais uma vez, mostrava seu valor. E não ficou apenas no empate. Roger foi escolhido para brilhar mais uma vez.

Aos 30', mais uma vez o maestro Felipe deu belo passe, e o lateral não perdoou. Entrou na área pela esquerda e bateu forte, para o fundo das redes. Uma virada sensacional do Flamengo. Cinco minutos depois, o zagueiro tricolor Rodolfo mostrou bem o desespero do Flu, e foi expulso. À partir daí, foi só comemoração do lado rubro-negro das arquibancadas.

Entoando o canto "Sorte Grande" da cantora Ivete Sangalo, a torcida imortalizou mais um momento e mais um refrão em sua história. "Poeira, Poeira, Poeira, Levantou Poeira", cantavam os rubro-negros, que provavam que, de fato, teriam um desgosto profundo se faltasse o Flamengo no mundo.

Vídeo

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Ficha Técnica

FLAMENGO 4 x 3 FLUMINENSE
Taça Guanabara 2004

Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data: 01/02/2004
Público: Público: 59.000 pagantes

Gols: Jean (FLA) 41' e Romário (FLU) 43' do 1º; Romário (FLU) 7', Rodolfo (FLU) 19', Felipe (FLA) 24', Roger (FLA) 26' e 30' do 2º;

FLAMENGO: Júlio César, Rafael, Henrique, Fabiano Eller e Roger; Da Silva (Jônatas), Ibson, Felipe e Fábio Baiano; Jean e Rafael Gaúcho. Técnico: Abel Braga.

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