Edilson Ferreira da Silva

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Biografia

Edílson

Edílson Ferreira da Silva (Salvador - BA, 17 de Setembro de 1970), é um atacante que começou no futebol quando tinha apenas vinte anos de idade. Seu primeiro clube foi o modestíssimo Industrial ES.

O ínicio da difícil jornada de Edílson que houvera de começar no futebol capixaba, ficou para trás ao fim de apenas uma temporada. Pretendido por outro pequeno clube, desta vez o Tanabi, time do interior paulista, o atacante finalmente se viu vislumbrado por um dos grandes do futebol brasileiro em 1992, quando tinha 22 anos.

Aquele clube era o Guarani de Campinas. Jogando pelo Bugre, o atacante definitivamente mostrou todo seu talento. Seus dribles desconcertantes já à época eram de fazer vibrar, e tanto talento, fez com que mais um ano á frente, Edílson se unisse ao belíssimo time do Palmeiras de 1993. Fazendo dupla de ataque com Edmundo, jogador que mais tarde passaria pela Gávea, Edílson passou a colecionar títulos e aventuras no futebol.

Se os tempos de Palmeiras não lhe foram os melhores, certamente foram os mais proveitosos numericamente. Vestindo a camisa do Verdão, Edílson conquistou um bicampeonato brasileiro nos anos de 1993 e 1994, além de um Torneio Rio-São Paulo e outro bicampeonato do disputadíssimo Campeonato Paulista. Todos estes títulos, vale ressaltar, foram conferidos com belíssimas atuações do encapetado jogador. Aliás, já naquele tempo, a sua habilidade e intimidade com a bola conferiram ao atacante, o apelido de Edílson Capetinha.

Foi ainda naquele período, que o jogador ganhou a primeira chance na Seleção Brasileira. Ao sair do Palmeiras, entretanto, Edílson foi para o futebol europeu e defendeu as cores do Benfica. Foram, aliás, duas temporadas no clube português. Em seguida, o atacante ainda voltaria ao Brasil a fim de defender o time do Palestra Itália, mas desta vez sem títulos.

Antes de chegar ao rival de outrora Corinthians, o jogador ainda adicionaria ao seu currículo uma primeira passagem pelo futebol japonês, a fim de defender o Kashiwa Reysol. No Timão Edílson se sagraria bicampeão brasileiro pela segunda vez, nos anos de 1998 e 1999, para somar ao seu quadro de títulos na passagem pelo Parque São Jorge, o atacante ainda levou o Mundial de Clubes organizado pela FIFA no ano de 2000, conquistou ainda mais um Campeonato Paulista, este o de 1999 aliás, deu a Edílson o papel de protagonista de decisão. A partida que acontecera justamente contra o clube que outrora lhe concedera a projeção paraa o futebol, o Palmeiras.

No meio daquela partida, o atacante parou a bola e começou a fazer embaixadinhas na frente dos rivais do Palmeiras. Aquela brincadeira acabou em pancadaria, e o jogo terminou por ali. Por este motivo, Edílson que era figurinha carimbada nas convocações foi cortado da delegação da Seleção Brasileira que iria para a Copa América e levou mais de um ano para voltar à Seleção.

Ao sair do Corinthians em 2000, com honras de Campeão Mundial, Edílson enfim realizou o seu sonho de infância ao vestir a camisa do seu clube do coração, o Flamengo. Aquele era de fato, um dos maiores desafios da carreira do capetinha que já havia provado não ter medo de cara feia. Sua contratação foi milionária, as cifras anunciadas pela mídia especializada falava de algo em torno de U$$ 7 milhões.

Edílson abraçado por Beto

Chegou para a disputa do Campeonato Brasileiro de 2000 e se manteve no grupo que tentaria a conquista do Tri Estadual de 2001. Neste meio tempo, porém, o polêmico jogador encontrou rusgas com aquele que era, possivelmente, a maior das estrelas do time, o ioguslavo Petkovic. Desafetos assumidos, Edílson e Pet se davam muito bem dentro de campo, com o profissionalismo na ponta da chuteira, os dois comandaram o time que chegou a final do Campeonato Carioca de 2001 contra o todo poderoso Vasco da Gama.

A partida final dispensa comentários, mas a história precisa reeditar que depois de uma milimétrica assitência de Petkovic, Edílson fez o gol que abriria caminho para o emocionante golaço de falta do Ioguslavo.

Entre Agosto de 2000 e Dezembro de 2001, período da sua primeira passagem pela Gávea, Edílson disputou 83 partidas e assinalou 37 gols. Conquistando além do Campeonato Carioca, a Copa dos Campeões de 2001.

Em 2002 o jogador foi contratado pelo Cruzeiro que investia pesado no seu departamento de futebol. As boas atuações do capetinha lhe renderam uma convocação para a Seleção Brasileira que disputaria a Copa do Mundo daquele ano. Se sagrou Pentacampeão mundial ao lado de outros rubro-negros como Júlio César, Juan e Kléberson.

Ao sair do Cruzeiro, Edílson voltou ao futebol japonês e disputou a temporada 2002-2003.

Ainda em 2003, Edílson voltaria para a Gávea para a sua derradeira passagem. Formando dupla de ataque com Jean, num time que tinha Felipe no meio-campo, Edílson não conquistou títulos, mas fez bastante gols e ajudou o time comandado por Waldemar Lemos a se safar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

Naquele ano, Edílson discutiu com Júnior então dirigente do Mais Querido do Brasil, e preferiu junto com o amigo Vampeta, se transferir para o Vitória da Bahia. Conquistou um campeonato baiano pelo rubro-negro da boa terra, porém, pouco ficou.

Ao sair de Salvador, foi para o futebol árabe, ainda passou pelo ascedente São Caetano em 2005 e defendeu o rival rubro-negro Vasco da Gama no ano de 2006. Ano, em que aliás, reeditou uma volta ao futebol japonês.

Em 2007 retornou ao Vitória, na ocasião em que ajudou ao clube baiano a conseguir o acesso á Serie A do Campeonato Brasileiro de 2008. Enquanto jogava pelo Rubro Negro da Boa Terra, Edílson ainda foi alvo de especulações que o colocariam pela terceira vez no Flamengo, fato que não se concretizou. Pendurou as chuteiras ao final de 2007 e desde então e trabalhou como empresário de bandas de Axé Music e também como comentarista de canais de TV baianos.

Já no ano de 2010 quando tinha 39 anos de idade, o atleta acabou aceitando um convite do Bahia para retornar aos gramados, e reconsiderou seus planos de aposentadoria. Naquela temporada, foi trabalhar com outro ex rubro-negro, o treinador Renato Gaúcho. No entanto, sem conseguir tirar o tricolor baiano da fila de espera por um título estadual, Edílson acabou consumando o fim definitivo da sua carreira ainda em 2010.

Dados

Nome Completo: Edilson Ferreira da Silva
Apelido: Edilson Capetinha
Dia do Nascimento: 17 de Setembro de 1970
Nascimento: Salvador - BA
Posição: Atacante

Nº de Jogos: 117
Nº de Gols: 51

1° Jogo: 22 de Agosto de 2000 (Flamengo 1x2 River Plate)

Histórico

Anos Time
1987-1990 Industrial ES
1991 Tanabi
1992 Guarani
1993-1994 Palmeiras
1994-1995 Benfica - Portugal
1995 Palmeiras
1996-1997 Kashiwa Reysol - Japão
1997-2000 Corinthians
2000-2001 Flamengo
2002 Cruzeiro
2002-2003 Kashiwa Reysol - Japão
2003-2004 Flamengo
2004 Vitória
2005 Al-Ain - Emirados Árabes Unidos
2005 São Caetano
2006 Vasco da Gama
2006 Nagoya Grampus - Japão
2007 Vitória
2010 Bahia
2016 Taboão da Serra
1993-2002 Seleção Brasileira

Títulos

Flamengo

Trofeu ccampeoes.png Trofeu 1.jpg Trofeu G.png

Palmeiras

Corinthians

Cruzeiro

  • Copa Sul-Minas: 2002
  • Supercampeonato Mineiro: 2002

Vitória

  • Campeonato Baiano: 2004

Al Aïn

Seleção Brasileira

Prêmios

Estatísticas

Ano Jogos Gols Marcados Assistências Cartão Amarelo Cartão Vermelho
2000 26 7 - - -
2001 57 28 - - -
2003 34 16 - - -
Total 115 51 - - -

Links Externos

Ver também

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